Tufão Dolphin atinge leste da China e força retirada de 1 milhão
Tempestade, a mais forte a atingir o país neste ano, tocou o solo perto de Yuhuan, na província de Zhejiang, no último fim de semana, com ventos de mais de 150 km/h e cancelou cerca de 1.400 voos em Xangai.
O tufão Dolphin, considerado o ciclone tropical mais forte a atingir a China neste ano, tocou o solo na tarde de domingo (9) perto da cidade de Yuhuan, na província litorânea de Zhejiang, no leste do país. A tempestade chegou com ventos sustentados de aproximadamente 151 km/h, força equivalente à de um furacão de categoria 1, e levou as autoridades chinesas a retirar de suas casas mais de 1 milhão de pessoas em áreas consideradas de risco.
A maior parte das remoções aconteceu na cidade de Wenzhou, de onde mais de 900 mil moradores foram retirados. Outros 390 mil deixaram a vizinha Taizhou, enquanto autoridades da região de Xangai e da província de Fujian também remanejaram dezenas de milhares de pessoas. Governos locais abriram mais de mil abrigos emergenciais para receber a população deslocada.
O tufão também afetou fortemente a malha aérea e marítima da região. Em Xangai, cerca de 1.400 voos foram cancelados entre os dois principais aeroportos da cidade, enquanto em Fujian mais de 50 rotas de balsas costeiras foram suspensas como medida de segurança.
Antes de chegar à China, o Dolphin já havia causado estragos em outras partes da Ásia: em Okinawa, no Japão, o temporal deixou pessoas feridas e dezenas de milhares de residências sem energia elétrica, e nas Filipinas milhares de moradores precisaram deixar suas casas. Com a chegada em território chinês, autoridades meteorológicas alertaram para o risco de enchentes e deslizamentos em Zhejiang, onde a previsão indicava acúmulo de chuva entre 250 e 500 milímetros nos dias seguintes à passagem da tempestade.