ECONOMIA

Salário mínimo de R$ 1.741 para 2027 é anunciado pelo governo

O governo federal prevê reajuste de 7,4% no salário mínimo, com ganho real de 2,4% acima da inflação. A proposta será enviada ao Congresso no PLOA de 2027 e, se aprovada, o novo valor passa a valer em janeiro, com impacto também no INSS, seguro-desemprego e abono salarial.

Por Redação Bússola 1 min de leitura
Salário mínimo de R$ 1.741 para 2027 é anunciado pelo governo
Dario Durigan/Ministro da Fazenda
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta segunda-feira (24) que o governo federal enviará ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 com previsão de salário mínimo de R$ 1.741. O valor representa aumento de R$ 120 em relação ao mínimo atual, de R$ 1.621.

O reajuste projetado é de 7,4% e inclui ganho real de 2,4%, ou seja, acima da inflação prevista para o período. Segundo Durigan, a medida busca beneficiar principalmente a população de menor renda, além de impactar diretamente benefícios vinculados ao salário mínimo.

“O reajuste está dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente”, afirmou o ministro. Ele destacou ainda que o aumento terá reflexos sobre a Previdência e outros benefícios sociais.

O governo tem até 31 de agosto para encaminhar o PLOA ao Congresso. Depois disso, a proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento antes da votação.

O cálculo do salário mínimo considera o INPC acumulado em 12 meses até novembro do ano anterior e o crescimento da economia registrado dois anos antes. Por isso, o valor de R$ 1.741 ainda depende da aprovação do Orçamento e dos parâmetros econômicos utilizados no cálculo.

Se confirmado, o novo salário mínimo entrará em vigor em janeiro de 2027, com o primeiro pagamento reajustado previsto para fevereiro.

A mudança também terá impacto nos pagamentos do INSS, seguro-desemprego e abono salarial, já que esses benefícios não podem ter valor inferior ao salário mínimo.

Durigan também afirmou que o governo trabalha para conter o crescimento das despesas obrigatórias em 2027, buscando adequá-las às regras fiscais. Segundo o ministro, a intenção é garantir maior controle sobre os gastos públicos sem comprometer o ganho real previsto para o salário mínimo.