Lula diz acreditar em vitória no primeiro turno e propõe mudanças na escolha de ministros do STF
Em entrevista à Band, presidente afirmou ter “leve impressão” de que não haverá segunda votação e defendeu a criação de um colegiado para avaliar indicações ao Supremo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo (27), que acredita na possibilidade de a eleição presidencial de 2026 ser decidida já no primeiro turno. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, o petista declarou ter uma “leve impressão” de que não haverá uma segunda etapa da disputa.
“Eu tô com uma leve impressão de que não haverá segundo turno”, afirmou Lula. Na sequência, o presidente disse que os eleitores devem considerar o futuro que desejam para o país e comparar as trajetórias dos candidatos.
Lula também citou seu próprio histórico político e o do vice-presidente Geraldo Alckmin ao defender sua candidatura. Segundo ele, a análise das biografias e das propostas dos concorrentes tornaria a escolha mais simples e afirmou acreditar que sua chapa vencerá no primeiro turno.
Presidente quer mudar indicação de ministros do STF
Durante a entrevista, Lula também defendeu alterações no processo de escolha dos integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o presidente, a definição dos nomes não deveria ficar concentrada exclusivamente nas mãos do chefe do Executivo.
Como alternativa, Lula sugeriu a criação de um colegiado formado por representantes da sociedade civil para avaliar os candidatos antes que os nomes sejam encaminhados ao Senado. Entre as instituições mencionadas estão a OAB, a CNBB, entidades de juristas, sindicatos e representantes do setor empresarial.
O presidente afirmou que ainda pretende discutir a proposta com integrantes do governo e especialistas antes de definir como o eventual mecanismo funcionaria.
Biografia dos indicados também é destacada
Lula afirmou que pretende dar maior atenção ao histórico dos futuros ministros e considerou necessário analisar com mais cuidado a trajetória dos nomes escolhidos para a Corte.
Questionado sobre a possibilidade de indicar uma mulher para a vaga atualmente aberta no STF, o presidente afirmou que o gênero não seria o único critério. Segundo ele, a escolha deve levar em consideração a qualificação e a necessidade da Corte, embora tenha dito não haver objeção à indicação de uma mulher que atenda aos requisitos.
Pelo modelo atualmente previsto na Constituição, os ministros do STF são indicados pelo presidente da República e precisam ser aprovados pela maioria absoluta do Senado após sabatina. Uma eventual mudança no processo exigiria alterações nas regras vigentes.